segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Contratante x Contratados: O Duelo dos Mundos!

Engraçado como tudo depende do tipo de cliente que se tem.
Como assim? Horas...se o cliente é confiante e acredita que contratou a agência porque ele não saberia fazer o trabalho sozinho, então todos os jobs fluem maravilhosamente, por outro lado, quando o departamento de marketing insistentemente inseguro e crítico resolve pegar no pé, o desenvolvimento anda a passos de tataruga e, por vezes a própria agência acaba desistindo e deixa o cliente vencer a guerra que ele mesmo começou.
Difícil dizer essas coisas, afinal sempre sonhamos com o maravilhoso mundo da publicidade e nesses sonhos tudo era perfeito e glamuroso. Nesses sonhos acho que nem pensávamos nos clientes (eles são pesadêlos).
Sim, levamos uma culpa parcial nisso, pois quando o cliente se torna implicante e suas considerações são desnecessárias tendemos a culpá-los por tudo e somos inacapzes de compreender que eles estão apenas fazendo seu trabalho. No fim estamos todos correndo por um mesmo objetivo e ninguém é capaz de se lembrar que atingir o melhor resultado é de interesse tanto da agência quanto do marketing.
Triste, mas infelizmente estamos num mundo onde trabalho em equipe está em exinção, o importante mesmo é ser o dono da ideia aprovada, afinal de contas a carreira é o mais importante, não é mesmo?

domingo, 29 de agosto de 2010

Relevantemente Irrelevante

Escrevo para não explodir com tantos pensamentos, escrevo para ver se consigo entender o que não entendo e também para tentar expressar aquilo que não consigo. Sim a frase é estranha, assim como a pessoa que a escreve, mas no fim das contas os estranhos devem ter algo para se aproveitar.
Estranho por estranho, mais estranho é o pensamento que me perturba, afinal qual a relevância em ser relevante? Não sei a resposta, mas meu cliente precisa ser relevante e sendo assim preciso entender os consumidores e perceber o que eles consideram relevante.
Na verdade não preciso compreender apenas os consumidores, preciso compreender meu cliente também, é ai onde mora o perigo, como transformar cliente, consumidor e satisfação de ambos em relevância? Digamos que envolve muita paciência, reflexão, pesquisa e o famoso jogo de cintura.
A resposta envolve dedicação para estudar e conhecer coisas novas, tentativas ousadas e diferentes e muita paciência. Tudo o que eles querem, na verdade, é fazer parte do mundo de forma atraente e motivadora, afinal estão investindo dinheiro e querem ver os resultados, “simples assim”.
Tão simples que a resposta mais relevante seria a mais simples, se não tornasse o meu trabalho tão complicado...
Nota: o texto acima foi escrito para reflexão, por isso não tem uma conclusão definida, assim qualquer um que já passou por uma experiência parecida terá uma solução diferente, com resultados positivos ou negativos, pois não existe apenas uma maneira certa de combinar cliente, consumidor, satisfação e relevância.

domingo, 22 de agosto de 2010

Lá e De Volta, Outra Vez

Há tempos eu não passava por aqui, posso dar mil desculpas para mim mesma ou simplesmente assumir essa displicência para com a atualização do blog, afinal nada que eu diga poderásilenciar a voz dentro de mim: Você é culpada...
Pois bem, culpada, porém consciente de que nos dias de hoje é mais do que necessário andar no ritmo “real time” de ser. Todos querem notícias atualizadas, assuntos novos, top trends, e participação ativa em pelo menos quatro redes sociais, tudo isso simultaneamente.
Refletindo sobre essa exigência básica do mundo atual só posso concluir que a globalização nos torna seres incompletos. Não sei como é possível atender a todas essas exigências e conseguir ser 100% em todas as coisas, você precisa trabalhar, manter sua reputação digital, cuidar do corpo e da mente e ainda estar sempre atualizado tanto com as notícias do mundo quanto com notícias importantes na sua vida profissional. Isso tudo é claro, sem falar da vida amorosa, ai já são outros quinhentos.
Assim sendo, fico me perguntando os benefícios de estar presente em tudo. Por mais incrível que pareça, conhecer um pouco de tudo é surpreendente!
Sim, é cansativo fazer todas essas coisas, e nem eu entendo como a maioria faz isso tão bem, mas sei que a recompensa é inexplicável.
Por fim, por maior que esteja a correria, estou de volta às obrigações Bloguísticas!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Vivacidade Cafeinística

Resolvi escrever esse texto porque estava sem inspiração, afinal essas coisas acontecem. Sem inspiração e sem palavras capazes de fazer algum sentido pensei: Hora do cafézinho! 
Pensado isto me fiz a seguinte pergunta: que mania de achar que um cafezinho pode resolver qualquer problema, não? E obtive a seguinte resposta: escreva sobre a hora do cafezinho. 
A contradição diária esstava ali, bem na minha frente: uma paradinha para o café e um assunto para escrever sobre; o que de fato é bem curioso, pois qualquer coisa poderia ser escrita, mas nada que combinasse tanto com a falta de inspiração e o cafezinho trazendo sua solução. 
Pois bem, não sei se é apenas mania de publicitário que precisa dar um tempo, esfriar a cabeça e tomar um cafezinho ou se é mania nacional, sei apenas que a tal paradinha para o café resolve. Se esta não foi uma das soluções mais incríveis, por favor não culpem o cafezinho, afinal ele vem cumprindo o seu papel desde o século IX quando descoberto nas terras altas da Etiópia.  
O famoso cafezinho de hoje começou com a constatação de que a planta dava “maior vivacidade”, depois dessa afirmação só podemos mesmo concentir com o estímulo diário de cafeína e aceitar que ele faz parte de nossas vidas nos piores momentos, se as idéias são, ou não, fruto cafeinístico, não sabemos, mas pra quê mexer em time que esta ganhando não é mesmo?

domingo, 9 de maio de 2010

Comunicação Comemora o Consumo Conformado

Shoppings lotados, ruas abarrotadas, floriculturas sem flores, estacionamentos sem vagas, acontecimentos estes que nos mostram a eficiência da publicidade em datas comemorativas. (sabemos que essas datas viraram puro comércio).
Para nós publicitários, isso é bom ou ruim? Minha tese é: se sou um publicitário conformado, isso é maravilhoso. Minhas campanhas estão dando certo e todos estão gastando o dinheiro que têm e que não têm, porém, se gosto de questionar e entender o modo de agir das pessoas, esse fato me deixa com um tremendo nó na garganta (que é meu caso).
Esse ano, como sempre, o dia das mães foi um perfeito cenário para tais acontecimentos, e eu me pergunto: as pessoas não percebem que a verdadeira importância da data não são os presentes? Porque será que a maioria não questiona nada e aceita tudo o que lhes é imposto?
Comodismo? Prazer?
Enfim, todos podem optar entre consumir nossas propagandas e nos deixar felizes, ou destruir nosso ego, minimizando a economia e abalando o capitalismo. É ótimo saber que a propaganda cumpre seu papel, todavia o nó na garganta faz ecoar a seguinte pergunta: Porque ninguém escolhe a segunda opção?
A resposta é levemente complexa e um tanto quanto pessoal, por isso deixo aqui a reflexão de fim de domingo “Dia das Mães”, afinal é estranho imaginar como seria se o “Dia das Mães” não fosse palco do consumo exacerbado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Prazo? Pra quê?

Prazo. Ta aí uma palavra cujo signifaicado é insuportávelmente incerto. O que, na minha opinião, só contribui para a loucura dos publicitários.
A questão é: porque o prazo não pode significar apenas o significado do dicionário e ser cumprido normalmente? Provavelmente para contribuir com a alegria da imprevisibilidade, mas afinal, o que é prazo? O prazo é indiscutivelmente para ontem, indeterminado, suficiente, alterado, urgente, adiantado, adiado, péssimo, ruim, eterno, impensável... tem até o prazo impossível, cujos super-heróis da produção, criação, atendimento ou quem quer que seja, sempre fazem das tripas coração para cumprir.
O prazo é inevitável, assim como o job de sexta feira às 18:30h cujo briefing é: queremos um lindo layout para segunda. São pequenas coisas do cotidiano e/ou grandes coisas para tirar qualquer um do sério.
Quando o prazo “aperta” então, o auge da expressão “tirar do sério” é alcançada com uma facilidade tamanha, afinal não há quem suporte telefone tocando sem parar, cliente mudando de idéia na última hora, criação descontente, gráfica dizendo que não entrega, cliente denovo (mudando de idéia), outro briefing de última hora para o job com o “prazo apertado” e outras coisas inacreditáveis.
Será que todos esqueceram do prazo na última hora? Gostam de apertar ainda mais o prazo “apertado”?
Não sei o que acontece, mas eu tenho até dó desse tal prazo, o coitado sempre está perdido no meio do caminho.  
Aliás, qual o caminho mesmo?

sábado, 1 de maio de 2010

Brief com moderação. Amém!

Cadê o briefing? É esse o briefing? Não tem briefing? Numa agência, essas perguntas são feitas milhares de vezes num único dia. E a resposta? A resposta é sempre: “Pessoal o briefing é esse mesmo!”, ou pior, “não temos briefing, o cliente disse que quer um layout bonito!”.

A polêmica sobre e extinção do briefing é muito grande, chego a pensar que o mesmo está se adequando ao twitter:

limite de 140 caracteres;
instantâneo (querem para já);
frases incompletas;
piadinhas sem graça.

O verdadeiro briefing nunca existiu no mundo real e isso não é novidade para nenhum publicitário, assim a verdadeira questão é: se o briefing realmente existisse será que os criativos teriam a mesma liberdade? Até que ponto um briefing impede o uso da criatividade e/ ou impulsiona tal dom?

Difícil reflexão, afinal, ao contrário do que os clientes pensam, ele não influencia apenas a criação, mas também indica os principais objetivos de um job, fato importante uma vez que esses dados alteram consideravelmente o planejamento, por outro lado, se os briefings fossem quilométricos, onde usaríamos o bom planejamento? O que seria da liberdade criativa?

O cliente não tem obrigação de saber o que é um briefing e a agência virou especialista em decifrar seus pensamentos, isso porque na maioria das vezes o cliente não sabe o que quer. Então: que seja feita a nossa vontade, assim no planejamento como na criação e que nossos clientes não nos critiquem da mesma forma como criticamos os briefings por eles cometidos.

Afinal, somos pagos para pensar e fazer acontecer, indicando-lhes o bom caminho.

Não é mesmo?

domingo, 11 de abril de 2010

Tá na Rede é Peixe

O mundo e as pessoas que nele vivem agora contam com a revolução da globalização como dose diária de conhecimento sobre assuntos considerados relevantes, engraçados ou simplesmente dignos de serem divulgados por quem quiser e lidos por quem se interessar: as redes sociais.
A cada dia, criam-se mais e mais redes e ficar “por dentro” torna-se cada vez mais trabalhoso. Para começar, não basta fazer parte das redes, é necessário preocupar-se com a sua reputação virtual. Requesito cujo add tornou-se fundamental - add (leia-se "adêdê"). 

Todo mundo quer ser conhecido, seguir os mais bem cotados, fazer amigos e acredita que quanto mais, melhor. O ato de add já é algo tão comum, que poderia virar verbo se já não é): 

Eu addo (adédo) 
Tu addas (adédas) 
Ele adda (adéda) 
Nós addamos (adedamos) 
Vós addais (adedais) 
Eles addam (adédam) 

Ou quem sabe, até constar no dicionário: Add – ato rotineiro de adicionar contatos (geralmente não conhecidos) nas redes sociais às quais determinadas pessoas pertencem. 

Bom, não há como evitar, addar passou a fazer parte de nossas vidas, afinal: “life is for sharing” é um dos maiores cases dos últimos tempos e sabemos o quão lucrativo foi para a t-mobile investir nesse fenômeno da comunicação. Sabemos que a era das redes sociais como criadoras de amizades e divulgação de popularidade teve sua máxima com o Orkut, mas agora, o internacional Facebook esta virando febre e apesar disso não somos capazes de cometer um orkuticídio. Foram anos a fio addando “amigos” (no Orkut todos são amigos), é como se a vida fosse feita de amizades. 

Não quero aqui desmerecer a importância das redes sociais, pois como tudo, elas também proporcionam inúmeros benefícios. Isso, é claro, sem contar a fantástica capacidade de segmentar tudo e todos de tal maneira que a publicidade, mais uma vez, conseguiu sair na frente e continuar com a manipulação mascarada dos pobres consumidores que se sentem importantes quando mostramos que conhecemos suas preferências, sabemos seus nomes e até levamos em consideração suas opiniões na construção de marcas e produtos. Minha verdadeira intenção é compartilhar (sarcasmos a parte) uma reflexão capaz de gerar reflexão. 

Enfim, se a moda agora é ficar atento às notícias real time possibilitadas pela web 2.0 e gerar conteúdo de relevância para o maior número de pessoas possíveis, existe algum motivo para isto? Não seria melhor refletirmos sobre as coisas do que ficar dividindo conteúdos interessantes? Até que ponto as redes sociais nos alienam mais e mais a cada dia? Fica o questionamento para quem quiser refletir. 

Sobre as redes sociais, nada contra, só sou a favor do uso inteligente das mesmas. E se gostou... ME ADD Aê!!! 

Ps:Reflexões sobre os blogs miojo (instantâneos) também devem ser consideradas. 

Obs: Compartilhamento de idéias com Daniel Gutierrez para o desenvolvimento do texto.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Contraditório e Instigante: Louco Mundo Publicitário

Resumidamente, posso dizer que a publicidade é a arte de influenciar e para isso é necessário conhecer as pessoas, seus hábitos, gostos, preferências e outros, e utilizar esses conhecimentos em uma comunicação capaz de gerar uma necessidade de consumo. Gerar necessidade de consumo não significa simplesmente vender um produto para alguém que realmente precisa de tal produto, significa vender valores; na verdade, valores passaram a ser mais importantes do que produtos em si.
Eis minha maior contradição: sou louca por essa profissão, ela me instiga, me desafia e me faz buscar soluções inteligentes, porém ao mesmo tempo, ela incentiva o materialismo, e não acredito que bens materiais podem proporcionar poder, felicidade ou algo parecido; acho natural que nossas conquistas nos dêem um bem estar momentâneo, mas nada nos torna melhor do que ninguém e a felicidade não esta em nenhum lugar se não em nós mesmos.
Como lidar com essa contradição? Bom, posso dizer que com o tempo você “aceita” que não obrigamos ninguém a consumir, mas a grande verdade é que a previsibilidade do ser humano te instiga cada vez mais e falar a coisa certa para que ele aja como você quer se torna seu maior desafio e sua maior paixão, assim suas conquistas vão te motivando a continuar essa louca vida de contradição entre amor e ódio pela publicidade.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Blog na Área

Pessoal, Resolvi que devo compartilhar idéias, informações, pensamentos e algumas outras coisinhas, por isso estou criando meu próprio blog. Ainda estou planejando, mas não aguentei e já quis deixar a página disponível! Abs, Karen