sábado, 1 de maio de 2010

Brief com moderação. Amém!

Cadê o briefing? É esse o briefing? Não tem briefing? Numa agência, essas perguntas são feitas milhares de vezes num único dia. E a resposta? A resposta é sempre: “Pessoal o briefing é esse mesmo!”, ou pior, “não temos briefing, o cliente disse que quer um layout bonito!”.

A polêmica sobre e extinção do briefing é muito grande, chego a pensar que o mesmo está se adequando ao twitter:

limite de 140 caracteres;
instantâneo (querem para já);
frases incompletas;
piadinhas sem graça.

O verdadeiro briefing nunca existiu no mundo real e isso não é novidade para nenhum publicitário, assim a verdadeira questão é: se o briefing realmente existisse será que os criativos teriam a mesma liberdade? Até que ponto um briefing impede o uso da criatividade e/ ou impulsiona tal dom?

Difícil reflexão, afinal, ao contrário do que os clientes pensam, ele não influencia apenas a criação, mas também indica os principais objetivos de um job, fato importante uma vez que esses dados alteram consideravelmente o planejamento, por outro lado, se os briefings fossem quilométricos, onde usaríamos o bom planejamento? O que seria da liberdade criativa?

O cliente não tem obrigação de saber o que é um briefing e a agência virou especialista em decifrar seus pensamentos, isso porque na maioria das vezes o cliente não sabe o que quer. Então: que seja feita a nossa vontade, assim no planejamento como na criação e que nossos clientes não nos critiquem da mesma forma como criticamos os briefings por eles cometidos.

Afinal, somos pagos para pensar e fazer acontecer, indicando-lhes o bom caminho.

Não é mesmo?

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