terça-feira, 25 de maio de 2010

Vivacidade Cafeinística

Resolvi escrever esse texto porque estava sem inspiração, afinal essas coisas acontecem. Sem inspiração e sem palavras capazes de fazer algum sentido pensei: Hora do cafézinho! 
Pensado isto me fiz a seguinte pergunta: que mania de achar que um cafezinho pode resolver qualquer problema, não? E obtive a seguinte resposta: escreva sobre a hora do cafezinho. 
A contradição diária esstava ali, bem na minha frente: uma paradinha para o café e um assunto para escrever sobre; o que de fato é bem curioso, pois qualquer coisa poderia ser escrita, mas nada que combinasse tanto com a falta de inspiração e o cafezinho trazendo sua solução. 
Pois bem, não sei se é apenas mania de publicitário que precisa dar um tempo, esfriar a cabeça e tomar um cafezinho ou se é mania nacional, sei apenas que a tal paradinha para o café resolve. Se esta não foi uma das soluções mais incríveis, por favor não culpem o cafezinho, afinal ele vem cumprindo o seu papel desde o século IX quando descoberto nas terras altas da Etiópia.  
O famoso cafezinho de hoje começou com a constatação de que a planta dava “maior vivacidade”, depois dessa afirmação só podemos mesmo concentir com o estímulo diário de cafeína e aceitar que ele faz parte de nossas vidas nos piores momentos, se as idéias são, ou não, fruto cafeinístico, não sabemos, mas pra quê mexer em time que esta ganhando não é mesmo?

domingo, 9 de maio de 2010

Comunicação Comemora o Consumo Conformado

Shoppings lotados, ruas abarrotadas, floriculturas sem flores, estacionamentos sem vagas, acontecimentos estes que nos mostram a eficiência da publicidade em datas comemorativas. (sabemos que essas datas viraram puro comércio).
Para nós publicitários, isso é bom ou ruim? Minha tese é: se sou um publicitário conformado, isso é maravilhoso. Minhas campanhas estão dando certo e todos estão gastando o dinheiro que têm e que não têm, porém, se gosto de questionar e entender o modo de agir das pessoas, esse fato me deixa com um tremendo nó na garganta (que é meu caso).
Esse ano, como sempre, o dia das mães foi um perfeito cenário para tais acontecimentos, e eu me pergunto: as pessoas não percebem que a verdadeira importância da data não são os presentes? Porque será que a maioria não questiona nada e aceita tudo o que lhes é imposto?
Comodismo? Prazer?
Enfim, todos podem optar entre consumir nossas propagandas e nos deixar felizes, ou destruir nosso ego, minimizando a economia e abalando o capitalismo. É ótimo saber que a propaganda cumpre seu papel, todavia o nó na garganta faz ecoar a seguinte pergunta: Porque ninguém escolhe a segunda opção?
A resposta é levemente complexa e um tanto quanto pessoal, por isso deixo aqui a reflexão de fim de domingo “Dia das Mães”, afinal é estranho imaginar como seria se o “Dia das Mães” não fosse palco do consumo exacerbado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Prazo? Pra quê?

Prazo. Ta aí uma palavra cujo signifaicado é insuportávelmente incerto. O que, na minha opinião, só contribui para a loucura dos publicitários.
A questão é: porque o prazo não pode significar apenas o significado do dicionário e ser cumprido normalmente? Provavelmente para contribuir com a alegria da imprevisibilidade, mas afinal, o que é prazo? O prazo é indiscutivelmente para ontem, indeterminado, suficiente, alterado, urgente, adiantado, adiado, péssimo, ruim, eterno, impensável... tem até o prazo impossível, cujos super-heróis da produção, criação, atendimento ou quem quer que seja, sempre fazem das tripas coração para cumprir.
O prazo é inevitável, assim como o job de sexta feira às 18:30h cujo briefing é: queremos um lindo layout para segunda. São pequenas coisas do cotidiano e/ou grandes coisas para tirar qualquer um do sério.
Quando o prazo “aperta” então, o auge da expressão “tirar do sério” é alcançada com uma facilidade tamanha, afinal não há quem suporte telefone tocando sem parar, cliente mudando de idéia na última hora, criação descontente, gráfica dizendo que não entrega, cliente denovo (mudando de idéia), outro briefing de última hora para o job com o “prazo apertado” e outras coisas inacreditáveis.
Será que todos esqueceram do prazo na última hora? Gostam de apertar ainda mais o prazo “apertado”?
Não sei o que acontece, mas eu tenho até dó desse tal prazo, o coitado sempre está perdido no meio do caminho.  
Aliás, qual o caminho mesmo?

sábado, 1 de maio de 2010

Brief com moderação. Amém!

Cadê o briefing? É esse o briefing? Não tem briefing? Numa agência, essas perguntas são feitas milhares de vezes num único dia. E a resposta? A resposta é sempre: “Pessoal o briefing é esse mesmo!”, ou pior, “não temos briefing, o cliente disse que quer um layout bonito!”.

A polêmica sobre e extinção do briefing é muito grande, chego a pensar que o mesmo está se adequando ao twitter:

limite de 140 caracteres;
instantâneo (querem para já);
frases incompletas;
piadinhas sem graça.

O verdadeiro briefing nunca existiu no mundo real e isso não é novidade para nenhum publicitário, assim a verdadeira questão é: se o briefing realmente existisse será que os criativos teriam a mesma liberdade? Até que ponto um briefing impede o uso da criatividade e/ ou impulsiona tal dom?

Difícil reflexão, afinal, ao contrário do que os clientes pensam, ele não influencia apenas a criação, mas também indica os principais objetivos de um job, fato importante uma vez que esses dados alteram consideravelmente o planejamento, por outro lado, se os briefings fossem quilométricos, onde usaríamos o bom planejamento? O que seria da liberdade criativa?

O cliente não tem obrigação de saber o que é um briefing e a agência virou especialista em decifrar seus pensamentos, isso porque na maioria das vezes o cliente não sabe o que quer. Então: que seja feita a nossa vontade, assim no planejamento como na criação e que nossos clientes não nos critiquem da mesma forma como criticamos os briefings por eles cometidos.

Afinal, somos pagos para pensar e fazer acontecer, indicando-lhes o bom caminho.

Não é mesmo?