quinta-feira, 6 de maio de 2010

Prazo? Pra quê?

Prazo. Ta aí uma palavra cujo signifaicado é insuportávelmente incerto. O que, na minha opinião, só contribui para a loucura dos publicitários.
A questão é: porque o prazo não pode significar apenas o significado do dicionário e ser cumprido normalmente? Provavelmente para contribuir com a alegria da imprevisibilidade, mas afinal, o que é prazo? O prazo é indiscutivelmente para ontem, indeterminado, suficiente, alterado, urgente, adiantado, adiado, péssimo, ruim, eterno, impensável... tem até o prazo impossível, cujos super-heróis da produção, criação, atendimento ou quem quer que seja, sempre fazem das tripas coração para cumprir.
O prazo é inevitável, assim como o job de sexta feira às 18:30h cujo briefing é: queremos um lindo layout para segunda. São pequenas coisas do cotidiano e/ou grandes coisas para tirar qualquer um do sério.
Quando o prazo “aperta” então, o auge da expressão “tirar do sério” é alcançada com uma facilidade tamanha, afinal não há quem suporte telefone tocando sem parar, cliente mudando de idéia na última hora, criação descontente, gráfica dizendo que não entrega, cliente denovo (mudando de idéia), outro briefing de última hora para o job com o “prazo apertado” e outras coisas inacreditáveis.
Será que todos esqueceram do prazo na última hora? Gostam de apertar ainda mais o prazo “apertado”?
Não sei o que acontece, mas eu tenho até dó desse tal prazo, o coitado sempre está perdido no meio do caminho.  
Aliás, qual o caminho mesmo?

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